5 Passos para ter uma microcervejaria mais segura

5 Passos para ter uma microcervejaria mais segura

O Brasil vem se tornando uma referência no ramo da produção de cerveja;  já ultrapassa, inclusive, a Alemanha. Sendo assim, uma das grandes tendências é a crescente criação de novas micro cervejarias no Brasil, com diversos sabores e agradando às mais diversas faixas etárias.

Para que uma micro cervejaria possa ter seu pleno funcionamento é necessário que esteja devidamente regulamentada junto aos órgãos competentes, com a aprovação da planta adequada. Para que isto aconteça é necessária uma análise de riscos, visando evitar acidentes, ou seja, com atuação na prevenção.

Assim sendo, a análise identifica os riscos para, então, criar medidas de prevenção. A avaliação de riscos é um processo posterior e dependente da análise.  Primeiramente, serão calculados os resultados coletados e, depois, mensurada a abrangência do risco avaliado, como veremos nos passos a seguir:

1º Passo – Análise de riscos quantitativa ou qualitativa –

A análise qualitativa determina a qualidade, a partir de um checklist para registrar onde estão os riscos, definindo quais são os tipos e graus de riscos.

Já a  análise quantitativa avalia a quantidade de riscos presentes. Essa forma de avaliação é realizada a partir do uso de ferramentas que podem determinar as questões ligadas a som, iluminação, ruído, entre outros fatores no ambiente de trabalho. Com essas duas observações é possível criar ações de segurança como Mapeamento de Riscos, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, entre outros.

De forma geral, a análise de riscos na microcervejaria deve ocorrer em três fases:
  •  Identificação dos perigos e riscos;
  •  Levantamento das possíveis vítimas e consequências, avaliação de riscos, registro;
  •  Implementação de ações e controle das práticas adotadas.

2º Passo – Identificação dos riscos e perigos 

A primeira ação a ser tomada no planejamento de análise de riscos na empresa é avaliar o cenário de forma geral. Observar e pontuar os perigos e riscos que determinada atividade pode gerar. Nessa fase deve-se observar tanto a atividade propriamente realizada, quanto o ambiente em que ela está inserida.

3º Passo – Levantamento das possíveis vítimas e das consequências 

Nessa etapa é o momento de avaliar casos passados de acidentes ocorridos dentro da empresa e analisar possibilidades de acidentes semelhantes voltarem a acontecer, devido à realização das atividades. Deve-se analisar não apenas as probabilidades ligadas aos funcionários, como também ao meio ambiente. É preciso analisar os colaboradores envolvidos e os novos setores que surgem na empresa. Esse é um procedimento que deve ser realizado com certa frequência.

4º Passo – Avaliação dos riscos 

A avaliação é uma das partes do processo onde a análise será feita a partir de números e dados gerais. Pode-se fazer uso de equipamentos, como sugeridos anteriormente no tópico “análise qualitativa e quantitativa”. Esse processo permitirá uma visão mais geral de cada situação dentro da empresa.

5º Passo – Registro e implementação de medidas 

A implementação deve levar em conta a complexidade da empresa e os diversos setores necessários, uma vez que cada setor precisará de uma medida específica. Todas as ações devem tomar como fundamentação os dados extraídos dos processos anteriores.

É preciso registrar a medida e verificar a eficácia das ações diante da prevenção dos riscos. Nesse momento é importante criar meios e ferramentas para analisar e controlar todos os procedimentos adotados pela cervejaria para segurança do colaborador. É a partir do controle de medidas que o gestor irá verificar a eficácia de cada uma das ações.

A seguir, temos um exemplo claro de análise de risco em uma micro cervejaria, realizada no Rio Grande do Sul.

Na Tabela 1, observamos o risco do equipamento de brasagem, que foi classificado com grau de risco “raro”.  

Tabela 1: Equipamento de Brasagem

Fonte: Adaptado NR12, Sem Segredos, 2018.

 

Na Tabela 2, observamos o risco do equipamento máquina de envase de barris, que foi classificado com grau de risco “raro”.

Tabela 2: Máquina de envase de barril

Fonte: Adaptado NR12, Sem Segredos, 2018.


Na Tabela 3, observamos o risco do equipamento fermentador e maturador, que foi classificado com grau de risco “raro”.

Tabela 3: Fermentador e  Maturador

Fonte: Adaptado NR12, Sem Segredos, 2018.

 

Na Tabela 4, observamos o risco do equipamento máquina de envase de garrafas, que foi classificado com grau de risco “baixo”.

Tabela 4: Envase de garrafas

Fonte: Adaptado NR12, Sem Segredos, 2018.


Podemos concluir que, em cada cervejaria, o grau de risco pode variar de  acordo com sua planta;  porém, é importante salientar que o a segurança é essencial  em qualquer ambiente para que ele seja saudável; logo, no setor produtivo, torna-se  uma constante imprescindível, pois este parâmetro está diretamente ligado à  qualidade de produção e processo.

Portanto, é de suma importância a presença de uma equipe capacitada para que seja feito um levantamento inicial dos riscos que podem vir a causar doenças crônicas ou perdas físicas dentro de uma micro cervejaria.

Para mais informações, entre em contato.

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