A explosão de Beirute poderia ter sido evitada?

A explosão de Beirute poderia ter sido evitada?

No dia 4 de agosto de 2020, em Beirute, capital do Líbano, uma grande explosão alarmou o mundo, gerando prejuízo para a economia, causando traumas para a população e demolições de construções, e vitimando um alto número de pessoas. Quem teria sido o responsável pelo ocorrido?

É indispensável não apenas que se investigue os responsáveis pela explosão, como também que se reflita sobre as atitudes que poderiam ter evitado tal tragédia. A priori, notícias afirmaram que aproximadamente 2,750 toneladas de nitrato de amônio seriam as causadoras da preocupante adversidade, posto que estavam armazenadas de maneira inadequada no porto de Beirute há seis anos, sem nenhuma medida de segurança ou qualquer legislação correta de armazenamento.

A partir dessas informações, é perceptível que a substância em si não é a vilã e, sim, a maneira como ela foi armazenada, uma vez que é fundamental um depósito seguro, separado de outros produtos químicos que possam ser corrosivos, inflamáveis ou propagadores de calor.

Toda essa segurança é necessária porque o nitrato de amônio é um sal inorgânico, formado por íons de amônio e nitrato, com alta ação oxidante, e não consiste em uma substância muito perigosa. Entretanto, na condição de comburente, potencializa reações de combustão que podem gerar grandes fatalidades. Por isso, algumas precauções com respeito a incêndios nos arredores da estocagem são essenciais.

Ademais, no que tange a acidentes causados por más circunstâncias com relação a esse composto químico, o episódio em Beirute não foi o primeiro. Em 2017, um tanque de fertilizantes da Vale, no Brasil, explodiu, causando um grande vazamento de nitrato de amônio e, posteriormente, um grande incêndio emissor de fumaça tóxica. Além desses, outros acidentes relacionados ao NH4NO3 podem ser citados, como:

  • Catástrofe na fábrica da Basf em Oppau, na Alemanha, em 1921;
  • Desastre no porto do Texas, EUA, em 1947, uma das maiores explosões não nucleares já ocasionadas;
  • Incidente na usina da AZF, na França, em 2001;
  • Explosão em um armazém no porto de Tianjin, em 2015.

Todos esses casos poderiam ser evitados com tomadas de precauções básicas diante dos riscos apresentados pelos produtos químicos em pauta.

Fica clara a necessidade de prudência para manejar produtos químicos com segurança e, para isso, a urgência de uma análise precedente em relação à segurança e à saúde do local, a fim de minimizar acidentes e prejuízos futuros. Nesse sentido, a produção do Mapa de Risco, serviço realizado pela Inova Jr., é um ponto básico para a preparação de condições importantes que a empresa necessita manter.

Sendo uma organização gráfica, autoexplicativa, o Mapa de Risco auxilia no uso de ferramentas e de produtos que podem ser agentes de risco, evidenciando medidas a serem tomadas para impedir um grave dano e os consequentes prejuízos, o que não aconteceu no caso da reação química descontrolada que ocorreu na capital do Líbano.

Assim,  a importância do auxílio de empresas  para consultoria nessa área se faz necessária, uma vez que propicia a  facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho, com a promoção da proteção dos colaboradores, evitando maiores empecilhos futuros, bem como redução  dos gastos com acidentes e doenças e a praticidade dos funcionários entenderem e evitarem os riscos na empresa.

Por fim, mais que os prejuízos econômicos, civis e ambientais, os cuidados devem ser assunto de primeira ordem, para se evitar catástrofes com vidas, que estão além de qualquer dado estatístico, monetário ou químico.

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