Causa e consequência do biomonitoramento na poluição aquática

Causa e consequência do biomonitoramento na poluição aquática

A água é o maior solvente do planeta, permitindo, então, que se associe a substâncias que podem contaminá-las. Da mesma forma que a presença de água em nossas células permite uma associação entre as substâncias tóxicas do nosso organismo, a água dos rios se associa com os poluentes que são carregados para dentro de seus leitos. Desse modo, podemos afirmar que o pressuposto da frase “diga-me com quem andas que te direi quem és” é verídico: um exemplo é a água dos corpos hídricos que, dependendo de seus acompanhantes, pode ser benéfica ou nociva para o consumo dos seres vivos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a água é caracterizada como contaminada quando sofre alterações em sua composição até ficar inutilizável. Os ecossistemas aquáticos estão entre os ambientes mais ameaçados em todo o mundo. Os principais poluentes da água incluem bactérias, vírus, parasitas, fertilizantes, pesticidas, medicamentos, nitratos, fosfatos, plásticos, resíduos fecais e até substâncias radioativas, como metais pesados. Esses elementos nem sempre tingem a água, fazendo, assim, com que a poluição hídrica fique imperceptível. Por esta razão, utilizam-se análises químicas experimentais de pequenas amostras de organismos aquáticos para saber a qualidade da água, ao avaliar os poluentes em grandes extensões de áreas. Esse método é chamado de biomonitoramento de poluição aquática.

Uma das causas disso é o desmatamento, uma vez que o corte das florestas esgota as fontes hídricas e gera resíduos orgânicos, que servem de caldo de cultura para bactérias contaminantes. Como o desmatamento se dá, em uma grande parcela, devido à necessidade de alimentar animais para o abate, como é o caso da carne bovina, o aquecimento global é uma consequência que não só aumenta a temperatura terrestre, em função das emissões de CO2, mas também aquece a água, provocando uma diminuição do nível total de oxigênio. Paralelo a isso, as atividades industriais, agrícolas e pecuárias descartam produtos químicos procedentes sem nenhum tratamento, deixando as águas de rios e córregos eutrofizadas, já que empobrece os ecossistemas aquáticos e facilita a proliferação descontrolada de algas fitoplanctônicas nos lagos. Isso polui uma cadeia alimentar inteira, pois refere-se à pesca em águas contaminadas e à utilização de águas residuais na pecuária e agricultura, sendo ambos possíveis formas transmissoras de toxinas aos alimentos que prejudicam a nossa saúde ao serem ingeridos. 

O Presidente do Banco Mundial, David Malpass, alerta sobre o impacto econômico: “A deterioração da qualidade da água impede o crescimento e agrava a pobreza em muitos países”. Isso significa que quando a demanda bioquímica de oxigênio — medida que determina a poluição orgânica verificada na água — ultrapassa um determinado limite, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) das regiões localizadas nas bacias hidrográficas cai até um terço. A ONU admite que ainda existam bilhões de pessoas no mundo sem acesso à água potável e saneamento, especialmente em áreas rurais. Em relação às doenças, a OMS calcula que cerca de 2 bilhões de pessoas bebem água contaminada por excrementos, expondo-se às enfermidades como cólera, hepatite A e disenteria.

Pensando nesse assunto, a Inova Jr. está preparada para atender quaisquer dúvidas mais específicas sobre o biomonitoramento de poluentes e prestar consultoria na área. Visamos sempre compartilhar conhecimento e auxiliar na redução de danos ambientais ao nosso planeta. Entre em contato!

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